O Brasil vendeu praticamente o mesmo tanto de suco de laranja, e ganhou muito menos por isso. Na safra 2025/26 o volume exportado ficou quase de pé, mas o faturamento despencou 30,4%, de US$ 3,42 bilhões para US$ 2,38 bilhões, mais de um bilhão de dólares que evaporou do bolso do citricultor.
O que segurou a queda de não virar tombo tem sotaque conhecido, Estados Unidos e China. Enquanto os fregueses tradicionais recuaram, esses dois abriram a carteira. A Europa, maior compradora, cortou 10,9% em volume e 38% em receita, e o Japão teve o maior baque. Já os EUA cresceram 16,3% e viraram o principal destino, com o share subindo de 40% para 48%, e a China aumentou 26% as compras.
O pano de fundo é uma tendência chata de reverter, o consumo global de suco cai cerca de 4% ao ano, entre preço alto, greening e a fama de “muito açúcar”. Para quem vive da laranja, o recado é amargo, quando o freguês antigo some, é o freguês novo que dita o preço, e ele paga menos.



