A migração de agricultores brasileiros pro Paraguai tem mais de 150 anos de história e um apelido: os brasiguaios. A novidade é o endereço, depois de lotar o leste do país, no Alto Paraná, a turma agora avança pro noroeste, rumo ao Chaco, uma região vazia e barata que está sendo chamada de a última grande fronteira agrícola da América do Sul. Muita gente compara o lugar ao Centro-Oeste brasileiro dos anos 1970, aquele mesmo cerrado que ninguém dava nada e virou celeiro. O motor é o preço: enquanto a terra no Brasil já se valorizou muito, o Paraguai ainda oferece hectare em conta e custo de produção mais leve, atraindo quem quer plantar soja, criar gado e produzir algodão com margem maior.


