A safra que vem já nasceu mais cara

O produtor ainda nem plantou e a conta da safra 2026/27 já chegou salgada. O Itaú BBA revisou as projeções e vê piora nas margens da agricultura no próximo ciclo, um coquetel de pressões que aparece antes de a semente entrar na terra, com os fosfatados em déficit e o clima incerto.

E o adubo é o nó. As importações de fertilizante caíram, com a ureia mais barata de um lado e os fosfatados pressionados do outro, sinal de produtor jogando na defesa. Do lado bom, o banco ainda projeta a carteira de crédito ao agro 10% maior, dinheiro tem, o problema é o custo do que ele compra.

E tem a novela dos insumos no Congresso. O Profert, programa de estímulo à produção de fertilizante, deve ser votado nos próximos dias no Senado, o país tentando no grito reduzir a dependência de adubo importado que corrói a margem toda safra. O recado pra quem vai plantar é direto, a margem de 26/27 vai se decidir menos na porteira e mais no preço do adubo, e esse preço, boa parte, vem de fora.

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