Pode respirar, o susto da Raízen não contaminou o setor. O Itaú BBA cravou que a dificuldade da gigante do etanol é caso isolado e disse manter a confiança no crédito do setor sucroenergético, o recado que o mercado queria ouvir depois de a maior sucroalcooleira do país acender o alerta.
Só que aliviar de um lado não apaga o incêndio do outro. Enquanto o crédito segura as pontas, o clima entrou em campo pra atrapalhar, o El Niño, previsto para se manifestar de forma “muito forte”, ameaça a colheita da cana do segundo semestre. Não basta ter cana no pé, precisa de tempo firme pra colher e moer o volume todo, e é justamente isso que a previsão coloca em xeque.
Para a usina, o retrato é de dois pesos, o dinheiro ainda está disponível pra quem tem casa organizada, mas a natureza pode cobrar a conta na moagem. O resumo pro setor é esse, crédito é fôlego, mas quem colhe cana ainda depende do humor do tempo, e o tempo, este ano, anda de cara fechada.



