Virou aquele presente que nem quem deu quer mais. O próprio setor de máquinas dos Estados Unidos foi às audiências pedir o fim do tarifaço, não por bondade com o Brasil, mas pra proteger a própria indústria americana, que também apanha na conta. Quando quem cobra a tarifa começa a torcer contra ela, é sinal de que o tiro saiu pela culatra.
O tom, aliás, baixou. A audiência do agro teve menos tensão do que se esperava, com defesa mais técnica e menos embate político, e entraram pedidos de isenção para uma lista bem brasileira, café solúvel, mel, arroz e etanol. Não que o assunto tenha virado brincadeira, o impacto no agronegócio brasileiro pode chegar a US$ 4,2 bilhões.
Para o exportador, fica a leitura fria, tarifa que incomoda até o dono da casa tem prazo de validade, mas, enquanto ela vale, quem paga a diferença é o produto que sai do porto brasileiro.



